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Charlie Watts

2 de junho de 1941

Charles Robert “Charlie” Watts (Londres, 2 de junho de 1941) é um baterista britânico e o baterista da banda de Rock britãnica The Rolling Stones.

Filho de um caminhoneiro, Charlie era o baterista da Blues Incorporated, a primeira banda britânica, formada exclusivamente de músicos brancos, a tocar Blues, um ritmo de negros americanos, ritmo o qual fazia muito sucesso com a juventude londrina no começo da Década de 1960[1] . Esta banda, liderada por Alexis Korner tocava regularmente no Ealing Club de Londres. Foi lá que Mick Jagger, Keith Richards e Brian Jones, fãs incondicionais de Blues americano, conheceram Watts e se empolgaram com sua qualidade com músico. Convidaram-no, humildemente, pra ser o baterista da banda que estavam planejando formar, admitindo que não tinham como pagá-lo naquele instante. Charlie acabou aceitando trocar o já estável Blues Incorporated pelo projeto de Mick, Keith e Brian, o que, em pouco tempo, se demonstrou com a decisão profissional mais acertada de sua vida[2] . Entrou para os The Rolling Stones como baterista em 1963, posição que ocupa até os dias de hoje, sendo portanto o único baterista da história da banda e um dos três únicos membros que estiveram desde a primeira formação e em todas as formações, ao lado de jagger e Richards[3] .

Charlie é o mais discreto dos Stones, desde a saída de Bill Wyman. No entanto seu relacionamento com os demais membros da banda é bem menos passivo do que parece: provocou seu amigo Keith Richards, e suas “excêntricas” escolhas para trajar durante os shows brincando: “Keith, você ainda vai usar as roupas que pegou da sua mãe…?”. Em outra oportunidade, Mick Jagger, que vive sendo acusado de, às vezes, tratar com um certo menosprezo os demais membros, com se fossem seus empregados ou subalternos, Mick certa vez, bêbado, ligou de seu apartamento pra o de Watts, cobrando taxativamente: “Cadê meu baterista?”. Minutos depois, Charlie apareceu pessoalmente no apartamento de Jagger, e enfurecido, deu um soco nele e declarou apenas duas frases: “Nunca mais me chame de ‘seu baterista’. Você que é o meu vocalista, seu bost…!”[4] . Já admitiu em entrevista que um de seus poucos sonhos profissionais seria poder tocar nos shows trajado à caráter, de terno, mas que isto é inviável por travar e prejudicar demais seus movimentos. Além do rock & roll, tem forte influência no Jazz, inclusive pelo estilo dos discos solo de sua carreira, tido como um dos maiores bateristas dos últimos 40 anos.